A Bíblia revela muitos nomes pelos quais podemos chamar Deus, cada um deles descreve um aspecto diferente do seu caráter, dentre eles citaremos: Criador, Senhor, Redentor, Salvador, Refúgio, Rocha, Senhor dos Exércitos, Senhor Justiça Nossa, Nossa Bandeira, Nossa Paz, Aquele que Sara, Deus da Providência, dentre outros, inclusive de PAI, como aparece algumas vezes no Livro do Profeta Isaías, “Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai; nós o barro e tu o nosso oleiro; e todos nós a obra das tuas mãos. Isaías 64.8. Jesus costumava chama-lo de Pai e nos ensinou a fazer o mesmo, pois quando foi ensinar a orar Ele disse: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” Mt 6.9. Deus de fato é Pai, um Pai amoroso e declara esse amor, de forma muito clara quando diz: “Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí”. Jr 31.3, João confirma que além desse amor, Ele nos dá o direito de filiação como prova do seu amor, “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus.” 1ª João 3.1a.

Esse amor é descrito por Ele mesmo em Isaías 49.15-16 quando o próprio Deus testemunha do seu amor, afirmando que uma mãe dificilmente esquecerá do seu filho, e mesmo que isso venha a acontecer, Ele porém nunca esquecerá, jamais nos abandonará. Essa é uma realidade, Deus nunca nos abandonou a nossa própria sorte, desde o Éden, mesmo quando o homem voluntariamente optou por não obedecer, Ele continuou nos abençoando, como consequência do seu grande amor. Amor provado de forma incomparável, quando deu sua vida na cruz, morrendo em nosso lugar: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Eis que nas palmas das minhas mãos eu te gravei.

Quando e como Deus poderia gravar nossos nomes nas suas mãos de forma que nunca poderá nos esquecer? A história da cruz revela, que não somente escreveu, mas que a tinta foi o sangue puro e carmesim, do amado filho de Deus, o próprio Deus, em forma de homem (Fp 2), como prova do seu grande e infinito amor. Sim, lá no Calvário, onde Jesus pagou o preço dos nossos pecados, suas mãos foram cravadas na cruz, de forma que para sempre as marcas do seu amor pelo mundo e por cada um em particular, não poderão ser apagadas.

Após a sua gloriosa Ressureição, surgiram dúvidas entre seus discípulos, porém, Ele mostrou-lhes as mãos e os pés (Lc 24.38-40).

Estamos gravados nas suas amorosas e poderosas mãos de forma que ninguém pode tirar-nos de lá ( João 10.28).

Novamente o profeta Isaías relaciona o amor de Deus ao aconchego, segurança, provisão e consolo em todas as horas advindas de uma mãe, alimentando o filho no colo, da mesma forma o Senhor tem cuidado de nós, “Como alguém a quem consola sua mãe, assim eu vos consolarei; e em Jerusalém vós sereis consolados. ” Is 66.13.

Essa promessa é ratificada literalmente na vida dos que creem, quando Jesus disse “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador (Állos: “idêntico ou do mesmo gênero ou espécie”), para que fique convosco para sempre. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. ”  Jo 14.16-18.

Deus, além de amar como uma mãe, ama as mães. Poderíamos citar alguns exemplos do cuidado de Deus com as mães, como por exemplo: Agar no deserto; com Joquebede, ao proteger seu lindo bebê, Moisés; Ana, uma mulher estéril, ao lhe conceder a benção da maternidade; mas iremos nos concentrar em dois episódios narrados no Novo Testamento, que confirma essa grande verdade.

O primeiro está descrito no evangelho de Lucas 7.11-16 e conta-nos a história da viúva de Naim. Jesus ao entrar na cidade não vê apenas um cortejo fúnebre, mas a dor de uma mãe que ia sepultar seu único filho, então Aquele que tudo vê e tem todo o poder nas mãos, tomou uma atitude e falou o que ninguém pode dizer a uma mãe nesse momento de imensa dor: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Em seguida ordenou ao que estava morto:  “Jovem, a ti te digo: Levanta-te” e entregou-o a sua mãe.

O segundo exemplo está em Mateus 15.21-28, a mulher cananéia, esse texto relata um fato ocorrido com uma estrangeira, gentílica de origem siro-fenícia que vivia nas regiões de Tiro e Sidon. Ela era uma mãe que estava sofrendo muito com sua filha terrivelmente endemoninhada e ao ouvir falar de Jesus, não mediu esforços para encontra-lo e falar-lhe, crendo que Ele tinha a solução para o seu sofrimento. Clamava em alto e bom som: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”, ao ponto de incomodar os discípulos, que pediram a Jesus: “Despede-a, que vem gritando atrás de nós”. Diante de tudo isso, Jesus quebrou o seu silêncio com as palavras: “Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Nesse momento a mulher que estava atrás, se encontra agora em frente a Jesus, e tomou a mais bela e nobre atitude, digna de ser imitada por toda mãe que ora por seus filhos: “adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!” Iniciou então um diálogo (verdadeira oração) entre Jesus e a mãe: verso 26, “Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos”.  – Essa expressão que Jesus usa, “cachorrinho”, [era um termo que os judeus usavam para referir-se aos gentios porque consideravam que o povo pagão não valia nada mais que este animal] (nota de rodapé – Bíblia de Aplicação Pessoal). Verso 27 “E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores”.

Aprendi com o Espírito Santo que oração de mãe, quando feita com o coração sincero e de acordo com a vontade de Deus, quebra qualquer “protocolo” e essa vez não foi diferente. Em face da surpreendente reação da mulher, Jesus responde: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde àquela hora a sua filha ficou sã”.

Esses dois episódios, como os demais, mostram como Deus está atento ao clamor das Mães. Que o Senhor Criador de todas as coisas, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que através de Jesus, se fez nosso Pai, e nos ama mais que uma mãe, possa abençoar todas as mães, nesses dias difíceis que a Bíblia já havia previsto, dando-nos sabedoria, discernimento, autoridade e amor para criar os filhos que Ele nos tem confiado, de tal maneira que possamos dizer quando chegarmos ao Tribunal de Cristo:  “Aqui estou eu com os filhos que Deus me deu” Hb 2.13.

Rosa Virginia.