Texto Base: João 9.22

O texto sagrado relata o seguinte: E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. ”

Segundo as exigências da lei mosaica o sangue de um animal vicário deveria simbolizar para o judeu a remissão do pecado.

O sangue de vários animais eram utilizados como por exemplo: o sangue de pombos, cordeiros, novilhos e até mesmo touros eram espargidos no altar com a finalidade de simbolizar a purificação dos pecados cometidos.

Para o hebreu a afirmativa do texto que foi usado como base dessa reflexão tem um significado impressionante. Sem derramamento de sangue não havia remissão de pecado e essa afirmação era válida para eles, tendo em vista a constituição da lei desde os tempos das duas pedras até a criação dos exaustivos preceitos da lei do talmud.

A graça de Deus não rompeu com isso, muito pelo contrário, o simbolismo do sangue foi mantido com a dádiva de Cristo o cordeiro de Deus. Ele foi o último cordeiro que teve o seu sangue derramado para remissão perpetua do pecado da humanidade, assim a lei se cumpriu com a graça quando a redenção chegou para o homem através do sangue do cordeiro de Deus espargido na cruz do Calvário.

O desenvolvimento da revelação de Deus aos homens nesse texto é realmente notável.

O sangue dos cordeiros espalhados nas vergas das portas das casas dos hebreus, já apontava para o gólgota. Anos mais tarde o sangue dos Cordeiros levados ao altar construído também apontava para o Calvário. Finalmente quando Jesus se entregou ali na plenitude dos tempos, a revelação se cumpriu e o seu sangue de uma vez por todas remiu toda a humanidade.

Só nos resta vivermos uma vida santa e pura diante dele, dignificando o sangue derramado por nós. O sangue da remissão.

Que Deus nos abençoe.

Amém

 

Em Cristo Jesus e porque Ele vive!
Pr. Antônio José Azevedo Pereira