Texto Base: Êxodo 30.10

Nos diz o texto bíblico: “Uma vez por ano, Arão fará propiciação sobre as pontas do altar. Essa propiciação anual será realizada com o sangue da oferta para propicia­ção pelo pecado, geração após geração. Esse altar é santíssimo ao Senhor”.

Essa expiação um dia chegaria ao fim. Era Isso que realmente já estava previsto pelo todo poderoso. Desde os tempos de Arão ela foi instituída de maneira formal para que o povo aprendesse e se sensibilizasse para o fato de que o pecado e a queda do homem que exigiria o seu preço.
É interessante como essa noção de expiação ou celebração foi sendo gradativamente aprendida pelo povo de Deus. Abel e Caim demonstraram isso quando dedicaram as Primícias de seu gado e de sua terra. Abraão por exemplo, quando subiu ao Moriá com Isaque. Jacó quando celebrou em Betel e agora Aarão quando ensina ao povo que anualmente terá que haver expiação pelos pecados e falhas cometidas. Esse aprendizado e prática tem uma razão de ser, era a forma didática, e porque não dizer , pedagógica pela qual o Senhor todo poderoso ia mostrando ao seu povo que sem expiação não há remissão de pecados.

Anualmente, aquele povo iria à Jerusalém para ver no templo Sumo Sacerdote em exercício entrar no Santíssimo para fazer o sacrifício para remissão do pecado de toda nação. E agora, todos nós sabemos pelo Novo Testamento que a partir da morte de Jesus muitos daquele povo iam aprender que não haveria mais necessidade da expiação anual por de uma vez por todas o sumo sacerdote de nossas almas, Jesus Cristo, adentrou ao Santíssimo no Calvário e entregou a si mesmo em sacrifício vivo e eficaz para remissão de pecados, não uma vez por ano mas eternamente, não de algumas poucas pessoas presentes no ato mas por toda a humanidade existente ontem, hoje, e amanhã. O ato que com Moisés e Arão se iniciava apontava para expiação suprema e necessária desde que Adão caíra.

Será que temos realmente dado devido lugar este fato tão glorioso? Será que temos nos lembrado de que se Ele ali não tivesse chegado nós estaríamos mortos em nossas ofensas e pecados? Será que nos recordamos sempre que foi Jesus com esse sacrifício que nos deu a vida e a eternidade?

Nossa reflexão hoje aponta para um chamado especial. Que o Senhor possa nos dar entendimento para nunca percamos de vista o devido valor da morte de Cristo na cruz do Calvário. Que nossa vida seja vivida em função deste evento que nos salvou. Por mais tenebrosa que seja a sua situação, a vida de Cristo nos fornece a expiação necessária, o perdão eterno, a vida vitoriosa e a libertação.

Em Cristo Jesus e porque Ele vive!
Pr. Antonio José Azevedo Pereira