Nota-se nos últimos tempos que o aparecimento do morador de rua é resultado de muitos fatores, que vão desde a desigualdade social até a ausência de políticas públicas que visem a inclusão social deste cidadão e o torne menos vulnerável a assumir comportamentos de risco para o uso indevido de drogas, seu tráfico ilícito e outros comportamentos correlacionados.

Esta realidade a cada dia atinge um número maior de pessoas que não estão dentro do atual modelo econômico, um mercado de trabalho que exige do trabalhador uma melhor qualificação profissional, embora esse  fator atinja a muitos brasileiros.

Muitas pessoas tem escolhido  as  ruas como  opção de moradia, esse fenômeno acontece devido a várias fatores: Abuso e uso indevido de substância química, ausência de vínculos familiares, desemprego, violência, perda da autoestima  e doenças psicológicas .

Segundo o comentário feito pelo titular da Secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social e Combate a Fome (SETRA), Cláudio Ricardo, em uma entrevista para o Jornal o Povo On-Line no dia 10 Outubro de 2013, existem hoje cerca de 4500 moradores de rua na capital de Fortaleza. Para atender a essa demanda o estado dispõe de apenas um Centro de referência Especializado para a população para moradores de Rua (Centro Pop) e uma casa de passagem Elisabete de Almeida Lopes que faz parte da Política de Assistência Social da cidade, coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS). Ainda segundo o secretário para atender essa demanda seria necessário  no mínimo de 64 centros Pop.

De acordo com a SETRA, o perfil do morador além de ser na sua maioria   homens com idade entre 26 e 35 anos, ensino fundamental incompleto, com origem de Fortaleza, com vínculo familiar fragilizado ou rompido, e que não desenvolve nenhum tipo de trabalho ou renda tem-se  também usuários de drogas, principalmente o CRACK.

Nós como igreja do Senhor entendemos que o amor ao próximo e a grande a compaixão pelas almas perdidas são sentimentos que devem marcar nossa vida cristã. Ter uma visão empática pelo sofrimento do outro é uma maneira de mudar o foco em nossos problemas e nos dispormos a cumprir a missão de nos doarmos a fim de amenizar a dor do outro.

Quem percebe o sofrimento de um morador de rua, com certeza, procurará maneiras de ajudá-lo de forma concreta, não só com palavras humanas e não só com o pão, mas com a palavra de Deus (Mateus 7.9). Para isso temos que agir com sabedoria, prudência, paciência e muito amor conforme Jesus nos ensinou.

A igreja Assembleia de Deus, impulsionada pela necessidade de tomar uma atitude diante deste quadro de vulnerabilidade social, iniciou no dia 11 de novembro  de 2014 ,o projeto SOS Jesus,com de cerca de 100 participantes, dentre eles diversos profissionais das áreas  da saúde  e assistência social. O projeto escolheu a praça do Ferreira, onde  se encontrava uma grande quantidade de moradores e indivíduos sem perspectiva de maiores aspirações para o futuro.

Assim, este projeto surge com o intuito de  amenizar a dor e o sofrimento de pessoas em situação degradante ,bem como atender à inquietação de muitos que buscavam agradar o coração de Deus através de  atitudes concretas. Você é nosso convidado para estar conosco, todas as segundas-feiras de cada mês, na Praça do Ferreira  a partir das 20 horas.

O meu desejo a todos os leitores deste periódico é que  possamos viver um cristianismo prático e autêntico, dentro daquilo que as escrituras  nos ensinam  nas palavras de Jesus : “ …Em verdade vos afirmo que, sempre que o  fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25.40). 

 Em cristo Jesus,

Pastor  Antônio Sérgio Costa Lima

Coordenador do Projeto SOS Jesus.