“Ela se assentava debaixo da palmeira de Débora,  entre Rama e Betel,  na região montanhosa de Efraim,  e os filhos de Israel subiam a ter com ela para julgamento.’’   (Jz 4.5)

Vejam que a palmeira se chamava “de Débora”.  De tal forma a sua atuação era positiva e benéfica que o lugar onde assistia ao povo passou a ser chamado de a “palmeira de Débora”.  O fato se torna mais marcante, ainda, quando nos lembramos que estamos diante de um povo que não estava acostumado à liderança feminina. Numa cultura predominantemente machista como era a judaica.  Débora, por assim dizer, é a primeira mulher-líder a surgir na revelação da palavra de Deus.

O fato de que os filhos de Israel “subiam… para julgamento” diante dela é sumamente significativo.    Débora deveria ser uma pessoa realmente especial que, como profetiza, julgava o seu povo em seus problemas e dificuldades.  Eu creio que os filhos de Israel poderiam procurar outros juízes em suas próprias terras, mas faziam questão de subir as montanhas de Efraim, entre Ramá e Betel, pois sabiam que ali estava alguém que recebia de Deus poder para julgar com justiça entre um e outro.

Débora é um exemplo de liderança para nossos dias.  O povo vinha a ela. Buscava o seu parecer.  Tinha confiança no seu bom senso e decisão.  Quando se achegavam ao local onde ela julgava, o povo sabia que estava diante de alguém, que decidia sobre a orientação de Deus.

Temos que destacar que Débora estava só, numa época cruel e difícil; época de guerras e violência, e quando tinha tudo para acovardar-se e fugir, ela com coragem, enfrentou o momento crucial que vivia e saiu-se bem.  Demonstrou coragem, coragem que muitas vezes nos falta para vivermos na presença de Deus, numa época muito mais tranquila e favorável.

Qual o prestígio da liderança feminina hoje?  Todas nós sabemos que a liderança que exercemos no lar, no trabalho ou na igreja não deve estar fundamentada em nosso conhecimento, estudo, cultura ou experiência, mas, assim como Débora, a liderança que nós exercemos se baseia na observância à vontade do Senhor, em inteira submissão a Ele e aos nossos líderes, sempre no propósito de servir a Deus e ao seu povo.

No amor de Cristo.

Janilda Brandão