“Segui a paz com todos, e a santificação; sem a santificação ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14)

Sem santificação, não há libertação, não há alegria, não há crescimento, não há comunhão, não há vitória, não há salvação, não há glória.

Ainda que tenhamos recebido os dons de cura, falemos em outras línguas todos os dias, profetizemos, ou tenhamos todos os dons, nada disso adiantará, pois se esquecermos da santidade de Deus, estaremos condenados. O Senhor Jesus disse: Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e  não realizamos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.(Mt 7.22,23)

Como pastores devemos buscar a santificação, pois o principal instrumento de satanás em uma igreja, é um pastor carnal e impuro, outro dia, um pastor reclamou para uma criança que o seu avô estava dormindo na hora da mensagem, o garoto disse: ora, é o senhor que está fazendo ele dormir. Querido leitor, um pastor sem santidade, ao pregar, presta um desserviço a congregação, Deus usa vasos santificados. E. M. Bounds, piedoso metodista do século dezenove, escreveu, com acerto, que Deus não unge métodos, Deus unge homens. Nós estamos à procura de melhores métodos e Deus está à procura de melhores homens. Disse Bounds que homens mortos tiram de si sermões mortos e sermões mortos matam. Lutero dizia que sermão sem unção endurece o coração. Que Deus tenha misericórdia de nós, para que preguemos a Palavra na dependência e na santificação do Espírito Santo. Para que  Deus possa trovejar nos nossos púlpitos é imprescindível que estejamos com nossas vidas no altar. De igual forma, os nossos músicos devem buscar a santificação, uma evidência da falta de santificação entre os levitas é quando se usa a música  para atrair as pessoas, porém, isso é rebaixá-la ao nível do mundo, no entanto, quando os levitas têm uma vida em constante busca de santificação, ao dedilharem os instrumentos, os céus se abrem, a igreja adora, a presença divina se manifesta, os demônios são expelidos, e os pecadores são atraídos para Cristo.

A santificação é a experiência, começada com a regeneração, pela qual o crente é colocado à parte para desempenhar os propósitos de Deus e é capacitado para progredir em direção à perfeição moral e espiritual, através da presença e poder da habitação do Espírito Santo nele. O crescimento na graça deve continuar por toda a vida regenerada da pessoa

Santidade é o clamor do coração de Deus para o seu povo, desde a eternidade até os dias de hoje, “Sede  santos porque sou santo”. (1ª Pe 1.16). Hoje a igreja tem pouca influência no mundo, porque o mundo tem muita influência na igreja. Leonard Ravenhill, em um dos seus sermões, disse:  A tragédia do cristianismo moderno é que perdemos, mesmo na igreja, perdemos o senso de santidade. Por não  termos senso da santidade de Deus, não podemos ter senso da pecaminosidade do pecado.

É necessário investirmos tempo com  Deus, somente assim seremos santificados, apenas Ele é originalmente Santo, somente Ele foi conhecido como aquele que é eternamente Santo.  Nossa santidade é derivada Dele. Seu mandamento é para sermos santos, se não deixarmos Deus destruir o pecado em nossas vidas, o pecado nos destruirá. A igreja tem sofrido derrotas  fragorosas porque a santidade não é mais a sua ânsia maior. Em apocalipse 22.11 está escrito: Ora, quem é injusto, continue na injustiça, quem é mundano, continue na impureza, mas quem é justo, firme-se na prática da justiça, e quem é santo, continue a buscar a santificação.

Há uma pesquisa que afirma o seguinte: Quando nós convivemos  muito tempo com uma pessoa, vamos nos tornando parecidos um com o outro, porque inevitavelmente assimilamos coisas uns dos outros, boas e más, exs.: a maneira como falamos, como nos comportamos, como reagimos diante das circunstâncias etc, da mesma maneira, quando andamos em intimidade com o Senhor, somos transformados de fé em fé, de glória em glória conforme o imagem de Cristo. Ao andarmos em intimidade com o Espírito Santo, Ele vai iluminando gradativamente os quartos escuros da nossa alma, e então, reconhecemos que temos (orgulho, inveja, egoismo, ciúmes … ‘Senhor salve-nos de nós mesmos!’), o orgulho mais perigoso, mais sutil e traiçoeiro é o orgulha da santidade, ele cresce inconscientemente, um hábito oculto na alma, que sente satisfação nos seus feitos. Isso pode ser percebido, não sempre numa auto-exaltação, mas simplesmente na carência daquela profunda auto-humilhação que não pode ser senão a marca da alma que viu a glória de Deus (Jó 42.5,6;Is. 6.5) Ao termos uma visão da santidade de Deus nos quebrantamos e choramos, normalmente os homens mais santos, são os que mais choram, pois é impossível termos uma visão da glória de Deus, sem que, reconheçamos a nossa própria miséria. ‘De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados’. (Lm 3.39). Nestes dias a iniquidade está se multiplicando, muitos não suportam mais a sã doutrina, muitas igrejas escolhem seus líderes conforme as suas próprias concupiscências, uma das razões para isto, encontra-se registrado em Eclesiastes 8.11: Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal. Paulo escrevendo a igreja da Galácia nos adverte, Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pelo amor. (Gl 5.13)   Spurgeon disse: “ A espada da justiça não nos ameaça mais, mas a vara da correção ainda está em uso”.

Queridos, a medida que O agradarmos, cresceremos em intimidade com o Pai, e intimidade gera santidade, santidade gera autoridade e autoridade gera conquista. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade, que é um processo para toda vida, então busquemos a santificação com diligência e fervor. “Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santificação”(1Ts  4.7).

Pr. Paulo Roberto Leitão Melo – Diretor do DEMID

Bibliografia:

  • DIAS LOPES, Hernandes. Avivamento Urgente. Editora Betânia, 1994.
  • MURRAY, Andrew. Humildade, a beleza da Santidade. Editora dos Clássicos, 2005.
  • BOYER, Orlando. Pequena Enciclopedia Bíblica. Editora Vida, 2002.