Muitas são as motivações daqueles que seguem para os campos missionários. Na verdade, uma só deve ser a daquele que é verdadeiramente chamado por Deus – pregar a Cristo, poder e sabedoria de Deus para a salvação de todo aquele que crer [1].

           Vejamos, então, algumas dessas motivações.

  1. Turísticas

            Existem muitos que entram para as missões, simplesmente pelo espírito de aventura, a fim de conhecer novas terras. É certo que, uma vez estando à disposição de Deus, o servo a quem o Senhor enviar, não terá limites físicos ou geográficos que o possa deter em sua marcha. Mas essa não deve ser a principal motivação de seu ministério. Nos dias atuais, as postagens que muitos fazem inadvertidamente nas redes sociais, comprometem a imagem do próprio missionário diante da igreja que o enviou e sustenta.

  • Financeiras

            Devemos ter em consideração de que existe uma “cultura” dentro de nossos ministérios que, ao ser conhecedor de que o missionário recebe um sustento certo da igreja enviadora, e, por estar distante, não está sob os olhares de membros de sua igreja, ou mesmo de companheiros de campo ou da Diretoria. Alguém pode candidatar-se para ser enviado ao campo estrangeiro, visando benefícios próprios, tais como: ter a possibilidade de educar os filhos em uma cultura e idiomas diferentes e, assim, garantir-lhes um futuro melhor; ou ao retornar ao país e a igreja de origem,conseguir um campo e um “status”, cuja renda seja igual ou superior ao que ganhava na missão, dentre outras. Coisas que a mente humana seja capaz de conceber.

            O missiólogo e autor de numerosos livros sobre o tema de missões, Roger Greenway, divide o tema em duas partes distintas: motivações equivocadas e motivações corretas[2].

Acrescentamos à lista das motivações inadequadas ou equivocadas que já analisamos acima, algumas citadas por Greenway:

  • Desejo de receber admiração e louvor dos demais companheiros de ministério;
  • A procura de “realização pessoal”;
  • A procura de aventura e entusiasmo;
  • A necessidade de fugir de situações desagradáveis no casamento;
  • Uma segurança de uma posição de destaque na denominação quando regressar do campo missionário, dentre outras. 

            Para as motivações corretas, Greenway acrescenta quatro tipos de “desejos”:

  • O desejo de que Deus receba a adoração e sua glória seja conhecida entre todos os povos da terra;
  • O desejo de obedecer a Deus por amor e gratidão e cumprir o mandato da Grande Comissão;
  • O desejo de se utilizar de todos os meios legítimos a fim de salvar os pecadores;
  • E o desejo de crescimento e de multiplicação de igrejas e da expansão do Reino de Deus.

Pr. Carlos Gomes da Silva – Presidente do Conselho Deliberativo de Missões da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas e pastor em Penedo – Al.


[1] 1ª Coríntios 1.24.

[2]GREENWAY, Roger S. ¡Vayan y hagan Discípulos!: Una introducción a las missiones cristianas. Grand Rapids, Michigan: Libros Desafio, 2004.