Quando Deus nos formou com corpo, alma e espírito, certamente desejou que tivéssemos entendimento sobre cada um deles. Nos dias de hoje, praticamente não temos crise de conhecimento, mas com certeza, de santificação. 

Nas Escrituras, encontramos orientações como “…crescei em plenitude, graça e conhecimento”, mas também, lemos que “sem a santificação ninguém verá a Deus”, sendo assim, buscar essa purificação é aprender a filtrar o que é essencial para Deus.

Como estar no mundo sem ser dele? Como buscar, ter e manter a santidade na vida? Percebemos que criar uma redoma não nos garantirá a santificação que buscamos, mas as nossas escolhas diárias farão esse diferencial.

Quando Jesus nos chama para uma experiência reconciliadora, Ele mesmo aponta que, antes o nosso estilo de vida era obscuro e impuro, mas depois que O conhecemos, a santificação refletida nas nossas ações, autentica a nobreza de uma alma purificada pelo sangue de Cristo.

Esse processo transformador nos confirma que o Evangelho é algo tão extraordinário que muda o nosso caminho e a nossa vida e essa mudança nos impulsiona a realizar combates necessários diante de tudo que fere a santidade de Deus.

Na passagem do livro de Levítico 11.44, lemos “…sejam santos porque Eu sou santo”, Deus leva-nos a descobrir que a ética do cristão deve ressaltar a santidade aprendida no Senhor, ou seja, todas as nossas ações serão diferentes das demais pessoas que não praticam a santidade.

O corpo, a alma e o espírito são três aspectos que precisam estar alinhados na nossa vida pois devem ser o eco da voz de Deus.

O corpo é a própria matéria e se associa a tudo que é material. Ele adoece, envelhece e morre. Percebemos claramente que Deus não queria que o homem fosse algo estático e meramente físico, por isso o dotou da natureza divina, transformando o em ser vivente, com o fôlego soprado pelo próprio Criador.

Já o espírito está em outro plano, onde se concentram as coisas sobrenaturais e espirituais e, é nele, onde achamos fortaleza para a nossa fé e mantemos a sintonia com o céu.

Está escrito: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis… (I Ts. 5.23), sendo assim, a manutenção desse corpo e o zelo pelo espírito e pela alma, além de ser nossa responsabilidade, ainda tem a finalidade de resplandecer a glória de Deus pois Ele mesmo nos perguntará: “o que você fez com o que Eu te dei?”.

E como conectar a alma com Deus? Ora, a alma é a essência da pessoa e nela estão interligados os pensamentos (mente / intelecto), os sentimentos (emoção) e os desejos (vontade). Deus sempre demonstrou preocupação com essa área e Seu filho Jesus, também, ensinou-nos como a emoção pode criar vínculos com Deus Pai, pois justificamos na mente o que autenticamos no coração.

Como purificar então a alma? Exercendo a vontade de Deus em todos os aspectos da vida, pois não pecamos quando estamos unidos a Cristo. O salmista Davi pergunta à sua alma: “Porque te afliges? ” e nesta passagem podemos aprender que Deus deseja que o domínio sobre as emoções seja nossa prática para que a nossa alma possa suspirar por Deus.

No capítulo 4 do livro de Provérbios, está escrito: “acima de tudo guarda o teu coração, pois dele depende a tua vida”. A partir desta compreensão, a santificação torna-se uma busca diária e, com a liberdade recebida de Deus, nós escolhemos oferecer nossa maior e melhor adoração.

Minicurrículo:

Karla Teles Carvalho Souza – Psicóloga, Neuropsicopedagoga, com MBA em Gestão de Pessoas e Coaching.