E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2Tm 2. 2).

Ao olharmos para um bando de gansos voando, passamos a entender melhor o valor da liderança. Os gansos  voando em grupo, naquele formato de  V, a velocidade se torna 71% mais rápida. Quando um ganso sai da formação, logo sente a atração e a resistência a voar sozinho. Então, rapidamente ele volta à formação de grupo, para aproveitar a força da tração. Eles sempre terão um líder. Quando aquele líder cansa, rapidamente ele gira para trás, e outro ganso assume a liderança. Que belo exemplo para nós. Jesus nos ensina: “Olhai para as aves dos céus…”.

Uma das grandes necessidades, bem como a importância de formar líderes, é que precisamos de uma liderança forte, onde líderes  possam suportar os fardos uns dos outros, com especialidade quando se enfrenta dificuldades ministeriais, e de modo geral da vida cotidiana. O apóstolo Paulo, treinando o seu filho na fé, o jovem pastor na cidade de Éfeso, Timóteo, disse: “Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo” (2Tm 2. 3). Para sofrer aflições como bom soldado, precisa-se de treinamento. Uma liderança bem treinada, aprende não somente a viver os dias áureos de gloria, mas também àqueles, de angustias e aflições.

Tenho que dizer, que não treinamos como convém nossos obreiros nesses dias atuais. Alguns, entram, em suas mais diferentes formas de ministério, passando por pouco ou por nenhum treinamento. Como que se nascessem líderes feitos, ou autodidatas na liderança. O pastor Ted W. Engstrom, em seu livro (Un líder no nace, se hace), “Um líder não nasce, se faz”, nos diz que estamos em crise de líderes. Citando Karl Jaspers, diz: “O poder da liderança parece estar declinando em todas as partes. Um número cada vez mais crescente dos homens que vemos chegar no topo da liderança, parece que chegam a deriva”. Em tempos de grandes e graves ameaças que se levantam contra a sociedade, e, principalmente contra a igreja do Senhor Jesus Cristo, se faz necessário, um treinamento sério, duradouro e eficaz para a liderança da igreja.

Mesmo reconhecendo que falta ainda muito, para termos um padrão de qualidade no treinamento de nossa liderança, devo também reconhecer, que há uma falta de aptidão nos líderes, em reconhecer que todos estamos sob uma liderança: Primeiro de Deus, depois, de autoridades que foram constituídas por Deus. Portanto, qualquer critério que tenhamos sobre liderança, temos que embasar no conceito humano, não podemos espiritualizar as coisas nesse sentido, como alguns dizem: Eu obedeço somente a Deus. Isaias disse: “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho…” (Is 53.6). Isso retrata algumas igrejas; onde cada qual quer andar em seu caminho, sem submeter-se a liderança constituída por Deus. Não podemos confundir a igualdade cristã diante de Deus, com a igualdade organizacional.

Como organização a igreja precisa de seus líderes, e para tal, devem ser treinados por um líder, ou uma equipe de líderes. Investir em treinamento de liderança, é investir no crescimento quantitativo e qualitativo da igreja. Muitos veem um simpósio, um congresso, ou outro tipo de treinamento, como gasto de tempo e dinheiro. Mas não é. Devemos sempre entender como investimento para o crescimento da obra do Senhor.

Deus os abençoem ricamente

Pr Daniel Nunes Da Silva – presidente da IEADCG e COMEAD-CGPB

Graduado em Teologia e pedagogia, com pós graduação em língua portuguesa. fffffffff